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Chapéu
PPR, assédio, controle de ponto

Sindicato e C6 Bank se reúnem para tratar de demandas e denúncias de bancários

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Imagem mostra fachada do C6 Bank

O C6 Bank se comprometeu a implantar sistema de ponto eletrônico de jornada, via acordo coletivo de trabalho construído em conjunto com o Sindicato. Com isto, as horas extras trabalhadas poderão ser controladas e remuneradas conforme a legislação. O compromisso foi feito em reunião com o Sindicato realizada na terça-feira 3.

O Sindicato vem recebendo denúncias de vários trabalhadores do C6 Bank sobre jornadas exaustivas que chegam a 12 horas por dia.

“Meu gestor diz que somos todos cargos de confiança, que temos obrigação de chegar às 9h e não temos hora para ir embora. Estou vendo muitos colegas ficando doentes e perdendo totalmente a qualidade de vida”, denuncia uma trabalhadora.

Na mesma reunião, a secretária-geral do Sindicato, Lucimara Malaquias, apresentou aos representantes do banco o resultado da consulta feita com os trabalhadores.

Combate ao assédio

A consulta reforça as denúncias recebidas. Os trabalhadores estão acionando o Sindicato para denunciar cobranças abusivas de metas, assédio moral e jornada exaustivas – práticas bastante evidentes nas áreas comerciais Carbon Partner e VIP PJ.

“A pesquisa respondida pelos trabalhadores aponta adoecimento no local de trabalho e assédio moral. Por exemplo: 30% dos bancários que participaram da consulta afirmam ter feito uso de medicamentos controlados nos últimos 12 meses; 66% relataram preocupação constante com o trabalho; 76% estão inseguros com as demissões e 36% relatam vontade de chorar sem nenhum motivo aparente. Uma situação evidente de insalubridade que precisa ser corrigida.”

Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato

Em face deste cenário, o Sindicato reivindicou do banco a elaboração e implementação de um instrumento para estabelecer compromisso de combate ao assédio e à discriminação nas relações de trabalho.

Valores incorretos no PPR

O Sindicato ressaltou ainda que precisam ser iniciadas tratativas para a renovação do acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Os bancários do C6 receberam em março a segunda parcela do PPR. Porém o sindicato recebeu muitos relatos apontando falta de transparência no pagamento do PPR. Trabalhadores estavam aguardando um valor de PPR maior. E para alguns o banco respondeu que não receberam porque a área não bateu a meta ou porque não estavam aderentes à cultura do Banco.

“Existem diferenças entre o PPR – acordo discutido em mesa com o Sindicato, aprovado em assembleia e assinado em acordo; bônus prometido pelo banco, o qual não há participação do Sindicato, e o banco promete e paga o que quer; remuneração variável, que depende da área: se é comercial ou administrativa, se é elegível ou não. São coisas distintas que o C6 Bank tem de deixar esclarecido aos trabalhadores. E isso, infelizmente, não está ocorrendo”, relata André Bezerra.

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