Greve é forte na Caixa Econômica Federal
Cerca de 3,5 mil bancários fecharam 151 agências, 61% do total, além de sete centros administrativos

Ausência de propostas gerou a greve
São Paulo - Os bancários da Caixa Econômica Federal entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira, 3 de outubro. A decisão foi tomada por unanimidade pelos mais de 700 bancários que compareceram à assembléia desta terça-feira, 2.

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O balanço do primeiro dia revela que 3,5 mil trabalhadores pararam 151 agências, ou 61% do total de 247, sendo 126 completamente, além de sete prédios administrativos na capital paulista, Osasco e Região. Outras 25 agências pararam parcialmente.

Na região da Paulista, foram sete agências fechadas e três parcialmente fechadas. No Centro, 16 fechadas. Na região oeste 14 não abriram e três trabalharam sem força total. Na Leste, 40 fecharam por completamente e quatro, parcialmente. Na Norte, foram 15 sem abrir e duas abertas parcialmente; na Sul, 13 e 9 e, por fim, em Osasco, 21 fechadas e quatro parcialmente fechadas.

Os trabalhadores protestam contra o banco federal que não apresentou propostas às reivindicações específicas na negociação ocorrida nesta segunda-feira, 1º de outubro.

“A intransigência da CEF na mesa de negociação levou os bancários à greve. Assim como os outros bancos, a Caixa tem condições de responder às reivindicações dos trabalhadores”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato.

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A expectativa era de que os representantes da empresa apresentassem propostas em relação à criação de um novo Plano de Cargos e Salários e de uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior. Os bancários também reivindicam a contratação de mais empregados, a extensão do vale-refeição e da cesta-alimentação aos aposentados, além da isonomia de direitos entre bancários novos e antigos.

Assembléia - Durante a tarde ainda desta quarta-feira, houve uma assembléia na Quadra que deliberou pela continuidade da greve.

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*Atualizado às 17h32

Elisângela Cordeiro - 03/10/2007