Novas denúncias contra projeto de integração
Bancários estão assumindo novas funções tendo de utilizar senhas de colegas
São Paulo – Depois que o Sindicato denunciou uma série de irregularidades envolvendo o projeto de integração com o Real, não param de chegar novos relatos. O banco criou a função de monitor de integração, que tem como objetivo tratar das questões da fusão, e convocou os bancários a participar do treinamento.
Segundo informações recebidas pelos dirigentes sindicais, foram mais de mil funcionários obrigados a participar. Os trabalhadores passaram pelo treinamento para troca de plataforma tecnológica, que estava prevista para acontecer em julho, mas foi adiada para o ano que vem. Enquanto isso, os bancários que participaram estão sendo direcionados para atuar nas agências, mas sem função específica e muitas vezes não condizente com sua capacitação.
“Os trabalhadores que participaram do projeto não têm nem senha para trabalhar, tendo de tomar emprestada a dos colegas de agências, o que configura uma grave irregularidade. Esse tipo de situação vai contra as normas do próprio banco, deixando o funcionário vulnerável a uma demissão por justa causa”, afirma o funcionário do Santander e diretor do Sindicato Marcelo Sá.
Outro fato é a extrapolação da jornada, que é de seis horas diárias, mas os monitores estão fazendo oito. “A jornada de seis horas do bancário é uma conquista histórica, o Santander não pode passar por cima dos direitos dos trabalhadores”, completa o dirigente.
Para piorar, está para acontecer a avaliação de desempenho e os trabalhadores estão inseguros, pois não sabem como serão avaliados e nem os critérios que serão utilizados.
“Continuamos orientando os trabalhadores a repassar informações ao Sindicato para que possamos tomar providências junto ao banco. O problema será pauta na próxima reunião do Comitê de Relações Trabalhista (CRT)”, diz Marcelo Sá.
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Carlos Fernandes - 30/07/2010