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São Paulo - Durante toda a quarta-feira, dia 5, o Comando Nacional dos Bancários e os representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) permaneceram reunidos discutindo os conceitos das principais reivindicações do bloco de cláusulas econômicas. Os dirigentes do Comando apresentaram fundamentações para o aumento real, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a remuneração variável. Diante da forte argumentação dos bancários, os banqueiros pediram um tempo para estudar os temas e apresentar formulações para eles na próxima rodada de negociação, no dia 13.
Veja aqui o que os trabalhadores querem. Confira aqui o calendário da campanha. “As negociações chegaram ao limite hoje e os representantes dos bancos pediram um espaço para debater entre eles e refletir sobre as argumentações que apresentamos”, relata o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, que participa das negociações. Entenda aqui como funcionam as negociações. PLR – O modelo de pagamento da PLR proposto pelo Comando, mais simplificado, deve ser acatado. “O formato atual está esgotado. Desde 1995 tem uma regra estabelecida que, diante do crescimento vertiginoso do lucro dos bancos, já não funciona mais. Os bancos que pagam dois salários não distribuem sequer os 5% do lucro determinados pela regra e isso torna a distribuição dos resultados cada vez mais injusta”, destaca Marcolino, lembrando que o novo modelo deverá ter regras bem mais claras, com base no lucro. Os bancários defenderam que os programas próprios de resultado dos bancos não devem ser descontados da PLR e apresentaram propostas para a remuneração total: o impacto nos pisos, o aumento real nos salários e os aumentos nos vales refeição e alimentação e nos auxílios educação e creche. “Diante de todas as análises e parâmetros apresentados pelo Comando, os banqueiros ficaram de estudar e discutir entre as direções dos bancos a construção de um novo modelo de PLR”, diz o presidente do Sindicato. Pisos – O Comando Nacional dos Bancários enfatizou a importância da valorização dos pisos salariais. Boa parte dos bancos fazem ajustes internos que se transformam numa espécie de plano de cargos e salários (PCS) que não é negociado com o Sindicato e sobre o qual os trabalhadores não conseguem interferir. “Isso tem que ser discutido, os bancários precisam se apropriar desse debate. Queremos estruturar um PCS a partir da valorização dos pisos. Demonstramos hoje para os banqueiros que isso é possível”, informa Marcolino. Contrato de trabalho – Os bancos apresentaram formalmente, na negociação de hoje, a intenção de que o acordo fechado esse ano tenha validade de dois anos. O argumento da Fenaban é de que, diante da estabilidade econômica do país, é possível discutir um contrato com prazo maior de validade. Como a proposta é nova, o Sindicato vai debater o assunto com o Comando Nacional dos Bancários nos próximos dias. Leia mais > Lucrando como nunca, banqueiros podem pagar aumento real Cláudia Motta - 05/09/2007 Mais notícias sobre Campanha Nacional 2007
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