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Segurança e saúde na pauta das negociações do dia 9
Combate ao assédio moral tem texto que será levado aos banqueiros. Debate prolongado leva à alteração da agenda, com rodada extraordinária no dia 17
Quarta rodada

São Paulo - Texto para a cláusula de combate ao assédio moral, retomada da comissão de segurança bancária, proposta para uma política de reabilitação para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Esse foi o saldo da quarta rodada de negociação realizada durante toda a terça, dia 9, entre o Comando Nacional dos Bancários e a federação dos bancos (Fenaban).

O texto que deve resultar na cláusula de combate ao assédio moral permanece com polêmicas sobre o sigilo dos envolvidos. Ele prevê que denúncias podem ser encaminhadas ao Sindicato ou ao banco que terá prazo de 60 dias para apuração. As respostas também serão encaminhadas à entidade sindical, para que ela possa acompanhar o caso e proteger o trabalhador assediado.

“Como os negociadores da Fenaban querem levar a cláusula para conhecimento dos banqueiros, decidimos manter o texto com os avanços alcançados e tocar em frente. Ao final de todo o processo de negociação, esperamos voltar ao debate a partir desse texto para resolver as polêmicas e fechar a cláusula que irá para a Convenção Coletiva de Trabalho”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, que faz parte do Comando Nacional que negocia com a Fenaban. “Estamos avançando em debates importantes para o dia-a-dia do trabalhador, além das questões econômicas."

> Leia a íntegra do texto

Segurança bancária  -
Após muita pressão dos trabalhadores, teve início o debate sobre segurança. Os banqueiros, que até agora se recusavam a discutir o assunto, admitiram retomar a comissão de segurança bancária, reivindicada pelo Comando, para um debate permanente sobre o tema.

Os banqueiros vão estudar a possibilidade de emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), para preservar os direitos previdenciários dos bancários que presenciaram assalto. O Comando defende que as agências só abram, após assalto, se tiverem condições adequadas de segurança. Quanto ao transporte de numerário pelo bancário, proibido por lei, deverá ser buscada solução definitiva na comissão de segurança.

Saúde  - Os representantes dos trabalhadores apresentaram à Fenaban uma proposta para o programa de reabilitação profissional. Os bancários afastados que voltaram à ativa sem a devida reabilitação ou que estão de alta pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem passar pelo programa. “ O objetivo desse programa é assegurar condições de reinserção do empregado ao local de trabalho”, afirma Marcolino. 

Novo calendário - O Comando Nacional dos Bancários exigiu dos negociadores da Fenaban a realização de rodadas de negociação extraordinárias. “Devido à importância do tema assédio moral, os debates se alongaram. Por isso queremos fazer reuniões além das previstas no calendário inicial”, explica Marcolino.

Assim, além das rodadas marcadas para os dias 16 e 23, outra deve acontecer no dia 17. “Esperamos encerrar no dia 16 todos os debates pendentes de saúde, igualdade de oportunidades e emprego, para iniciar a negociação das cláusulas econômicas e debater aumento real de salário, participação maior nos lucros, valorização dos pisos”, destaca o presidente do Sindicato.
 
Participação - Os banqueiros estão endurecendo os debates na negociação, como já é de praxe. “Temos que nos organizar, aumentar a mobilização, para começar a pressionar os bancos”, destaca Marcolino que convida todos os bancários a participar das plenárias que acontecem nesta quarta, dia 10, a partir das 19h nas regionais do Sindicato.

> Plenárias: bancários com a palavra

Além das plenárias, que serão realizadas periodicamente para debater a campanha e as estratégias de luta, no dia 25 acontecerá a plenária nacional, com bancários de todo o Brasil. “A plenária nacional vai analisar o andamento das negociações e, caso não haja progresso nas questões econômicas, vamos chamar assembléias para decretar greve”, avisa Marcolino. “Por enquanto, a decisão está nas mãos dos banqueiros. Se quiserem negociar seriamente, vamos progredir e continuar os debates. Se não, vão empurrar os trabalhadores para a única saída possível, a paralisação das atividades para ter suas justas reivindicações atendidas. Ou alguém tem dúvida de que os banqueiros podem pagar o que devem?”, completa Marcolino.

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Danilo Pretti Di Giorgi - 09/09/2008




 
 
 
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