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Dia Nacional de Luta pára coração financeiro do país
Bancários entraram para trabalhar na região da Paulista só ao meio-dia, em protesto contra a proposta apresentada pelos bancos na quarta
Bancários mobilizados

São Paulo – Os bancários da região da Avenida Paulista aderiram totalmente ao Dia Nacional de Luta promovido pelo Sindicato na manhã desta quinta-feira, 25. A manifestação foi contra a proposta apresentada pelos bancos na sétima rodada de negociação realizada na quarta, 24, que não atende as reivindicações da categoria.

> Fotos: as melhores imagens do Dia Nacional de Luta
> Fotos: algumas das 58 agências que abriram apenas ao meio-dia
> Vídeo: as imagens da manifestação na Paulista

Foram 58 agências e cerca de 1.500 trabalhadores que atrasaram o início das atividades até o meio-dia desde a Rua Bernardino de Campos até próximo à Rua da Consolação.

Vários bancários concentraram-se em frente à agência do Bradesco localizada no número 1.415 da Avenida Paulista, onde houve distribuição de algodão-doce e chupetas (símbolo da campanha Não Chora Banqueiro), café, leite com chocolate e pipoca. Teve também show com a banda Altitude Zero e artistas com pernas-de-pau e malabares.

O protesto do Dia Nacional de Luta é o segundo grande ato de paralisação dos bancários que na terça-feira, 23, pararam nove das grandes concentrações de bancos em São Paulo, abrangendo em torno de 20 mil trabalhadores.

“Explicamos para os bancários que os banqueiros, apesar de terem mantido lucros bilionários, querem pagar PLR menor do que no ano passado. Se os banqueiros insistirem nessa proposta de PLR reduzida e índice sem aumento real, os bancários irão à greve”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. “O protesto de hoje é uma preparação à paralisação de 24 horas do dia 30 e uma reposta aos banqueiros que estão empurrando os bancários da mesa de negociação para a greve”, completou.

Na real – Para uma bancária do BB, que não quis se identificar, a proposta da Fenaban é “indecente”. “Pela reestruturação que o Banco do Brasil passa, já perdemos os bônus e as substituições e esperávamos alguma compensação com a proposta”, diz.

Uma colega de trabalho, grávida, acrescenta: “Sou vítima de assédio moral de meu chefe, que está tirando contas minhas apenas porque estou esperando meu filho e isso afeta a minha carteira. Parece que eu estou doente. Apesar disso tudo, gosto muito de trabalhar no BB, estou dando bons resultados ao banco e contribuindo para os seus lucros”, diz.

Clientes – O auto-atendimento funcionou normalmente para reduzir o possível incomodo aos clientes, que receberam uma carta aberta com informações sobre os motivos que levaram os trabalhadores a protestar.

Carros de som do Sindicato percorreram toda a extensão da avenida com mensagens à população. “Os banqueiros que tiveram bons resultados seja em lucro, rentabilidade e ativos se recusam a retribuir aos bancários na mesma proporção que o trabalho empenhado. O mesmo tratamento recebem os clientes que pagam tarifas e spread elevados, mas não têm contrapartidas como atendimento sem filas e mais segurança”, disse Marcolino.

Rejeitada – A proposta dos bancos, rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários, indicava reajuste insuficiente para salários e demais verbas. Os banqueiros também não querem mudar a regra da PLR, que hoje reduziria ou até anularia o valor adicional. A Fenaban também não tem proposta para a valorização dos pisos.

> Bancários não aceitam proposta dos banqueiros

“Nossa mobilização é para deixar bem claro aos banqueiros que os trabalhadores querem aumento de salários e não aceitam PLR inferior à do ano passado”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato, que faz parte do Comando.

Assembléia – Os trabalhadores realizam assembléia na Quadra dos Bancários (Rua Tabantingüera, 192, Sé) na segunda-feira, 29, para deliberar sobre paralisação de 24 horas no dia 30 de setembro.

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* Atualizado às 14h



Elisângela Cordeiro, Gisele Coutinho e André Rossi - 25/09/2008




 
 
 
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