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Bancários aguardam proposta justa

Linha fina
Para funcionários do Bradesco, nova negociação é fruto da força da mobilização da categoria
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São Paulo – Na unidade do Bradesco Financiamentos da Alameda Santos, região da Avenida Paulista, a terça-feira 20 foi de grande expectativa. Com nova negociação marcada para o mesmo dia, os cerca de 500 bancários do local prometeram continuar com a greve caso a proposta não fosse satisfatória. Muitos dos trabalhadores da unidade eram terceirizados e foram incorporados pelo banco.

“É o segundo ano que participamos aqui e sentimos diferença com o ano passado. Acredito que possam fazer uma proposta melhor, eles viram que não estamos para brincadeira, nossa mobilização causou incômodo”, comentou um dos funcionários. Segundo ele, a paralisação do local é importante por ser um setor que gera impacto em todo o país. “Se paramos aqui, o Brasil todo para. Além do reajuste queremos a extensão do plano de saúde para os nossos pais, que muitas vezes são nossos dependentes, e incentivo para estudar”.

Para outro bancário, a grande adesão à greve mostra a força da categoria. “Nosso movimento pegou forte, se não vier proposta boa não tem como aceitar. Acho que estamos cada ano mais fortes, mas não imaginávamos que iriam propor um reajuste tão baixo. O banco lucra tanto e principalmente pro pessoal das agências as metas são um abuso”, apontou.

“Se a proposta continuar ruim não tem como aceitar. E esse abono é ridículo, no fim das contas não tem ganho real algum, mas acho que eles estão sentindo a greve”, opinou uma funcionária.

Para muitos trabalhadores do banco, uma proposta decente é também reconhecimento pelo esforço diário dos bancários. “A greve está com força total e tem que continuar dessa forma. Eu aprovo a mobilização porque não é justo um reajuste desses, é um absurdo. As metas nunca terminam, é o mínimo que eles têm que fazer, nos valorizar”, ressaltou outra.

Proposta - Os depoimentos acima foram dados antes da negociação de terça 20. No final da tarde, a Fenaban apresentou proposta de 7,5% de reajuste, sem abono. O Comando Nacional rejeitou na mesa e orienta a categoria a manter a greve forte. A negociação continua na quarta-feira 21, a partir das 11h.

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Luana Arrais – 20/10/2015
(Atualizado às 19h22)

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