Pular para o conteúdo principal

Sindicato impede ação do Itaú de furar a greve

Linha fina
Em dia de negociação e 15º de greve, banco tentou impedir que trabalhadores aderissem à paralisação em três centros administrativos, burlando direito constitucional
Imagem Destaque
São Paulo – No dia da rodada de negociação com a federação dos bancos o Itaú buscou impedir o movimento grevista legítimo da categoria com a presença de advogados em três centros administrativos. As tentativas de intimidação do banco no Centro Administrativo Brigadeiro, no CAT (foto) e no CTO aconteceram na terça-feira 20, 15º dia da paralisação nacional, e foram impedidas pelo Sindicato. A paralisação continua e é um direito garantido na Constituição Federal, regulamentado pela Lei 7.783, de 1989, conhecida como Lei de Greve.

> Cerca de 60 mil bancários parados nesta 3ª

No CA Brigadeiro, durante a parte da manhã, os advogados representando o Itaú tentaram retirar parte do material de divulgação da greve afixado no prédio, sob a alegação de que estaria inibindo a entrada dos funcionários na agência. Eles tentaram forçar uma situação, mas os bancários estavam conscientes. A porta estava aberta, não houve nenhum impedimento à entrada.

Os bancos desrespeitam a organização dos trabalhadores usando artifício jurídico desviado de função, o interdito proibitório, que é uma ação judicial que, por meio da repressão policial, visa repelir eventual ameaça à propriedade.

No entanto, ao se postar diante de agências e centros administrativos – estratégia utilizada pelos sindicatos para que os bancários possam aderir ao movimento livres da coação dos gestores – os dirigentes sindicais não representam nenhuma ameaça física às posses dos bancos.

Leia mais
> Madrugada foi feita para dormir
> Itaú está acima da lei?



Gisele Coutinho e William De Lucca – 20/10/2015
seja socio

Exibindo 1 - 1 de 1